São sessenta e poucos dias. Ora poucos, ora muitos. Ora bêbada com as amigas, ora deitada no teu colo vendo tv. Ora querendo abraçar a vida sozinha, ora querendo beijar você. Uma agonia filha da puta e o sentimento de covardia por não ter largado sua mão de vez no momento em que resolvi -aparentemente com muita firmeza- andar sozinha por aí, pegar a contramão da sua vida. Fui fraca. Fomos. E o que a gente faz agora? E o que a gente faz com tudo o que construímos? Onde eu despejo todo o amor e toda a mágoa que represo em meu peito? Em que colo eu vou deitar a noite pra ver a novela das oito e reclamar de todos os personagens? A minha mão tá tão vazia sem a sua! E ao mesmo tempo tô tão cheia de gás, de serenidade... Eu ainda quero voar, mas nunca hesito em pousar nos seus carinhos quando possível. Olha, você sabe que eu tô confusa, aliás, estamos, e eu não quero mais nos atrapalhar, nos estender e machucar. Vamos largar nossa mania de ser dois, deixar as vírgulas de lado e encarar o ponto final. Vamos nos reinventar, erguer a cabeça, abrir o coração e despejar no mundo todo o amor guardado. Quanto às feridas, elas deixam de sangrar. E quando sarar, não esconderei minhas cicatrizes de ninguém porque apesar de ter sido doído foi extremamente fantástico percorrer o caminho pra consegui-las. Foi um prazer inenarrável te chamar de meu amor e correr por aí lado a lado. A gente se vê qualquer dia, e quando a gente descobrir quem nos tornamos desde aquele dia que tomamos um porre e nos beijamos pela primeira vez, vamos lá naquele barzinho de sempre, contar o que a vida nos deu e, talvez, reavivar nossa história. Até logo.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Somos assim sem fim, afinal
São sessenta e poucos dias. Ora poucos, ora muitos. Ora bêbada com as amigas, ora deitada no teu colo vendo tv. Ora querendo abraçar a vida sozinha, ora querendo beijar você. Uma agonia filha da puta e o sentimento de covardia por não ter largado sua mão de vez no momento em que resolvi -aparentemente com muita firmeza- andar sozinha por aí, pegar a contramão da sua vida. Fui fraca. Fomos. E o que a gente faz agora? E o que a gente faz com tudo o que construímos? Onde eu despejo todo o amor e toda a mágoa que represo em meu peito? Em que colo eu vou deitar a noite pra ver a novela das oito e reclamar de todos os personagens? A minha mão tá tão vazia sem a sua! E ao mesmo tempo tô tão cheia de gás, de serenidade... Eu ainda quero voar, mas nunca hesito em pousar nos seus carinhos quando possível. Olha, você sabe que eu tô confusa, aliás, estamos, e eu não quero mais nos atrapalhar, nos estender e machucar. Vamos largar nossa mania de ser dois, deixar as vírgulas de lado e encarar o ponto final. Vamos nos reinventar, erguer a cabeça, abrir o coração e despejar no mundo todo o amor guardado. Quanto às feridas, elas deixam de sangrar. E quando sarar, não esconderei minhas cicatrizes de ninguém porque apesar de ter sido doído foi extremamente fantástico percorrer o caminho pra consegui-las. Foi um prazer inenarrável te chamar de meu amor e correr por aí lado a lado. A gente se vê qualquer dia, e quando a gente descobrir quem nos tornamos desde aquele dia que tomamos um porre e nos beijamos pela primeira vez, vamos lá naquele barzinho de sempre, contar o que a vida nos deu e, talvez, reavivar nossa história. Até logo.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Fechada pra balanço.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Banalidades, lãs e meus problemas de 20 e poucos anos
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Ser, si, comigo, Luísa
Apetece-me ser benquista, bem-amada, desejada.
Apetece-me ser tua e de todos que assim me quiserem.
Porque há na vaidade a segurança de ainda ser só minha e a convicção de que o pesar de qualquer consequência hostil do amor não enforcará meu desejo gritante de felicidade.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Lembrete
À medida que o som dos passos foram se aproximando, as batidas do meu coração aumentavam. Tum, tum, tum, tum tum tum tum ... Chegou. Me deu um daqueles beijos que começam delicados e vão se tornando intensos com os segundos, e assim me despiu da forma mais cafajeste: começou pela roupa e acabou com minh'alma nua. Sem segredos como armadura e sem criatividade pra juras de amor é como estou diante de você. Dei meus lábios, mãos e coração. Não deixe de me acarinhar em teu colo com aqueles beijos que sempre começam delicados, não me solte por aí sem rumo com o coração disrítmico e a cabeça sem saber o que fazer. Fica aqui, sempre por perto, e façamos sempre com que os problemas pareçam aquela conta no bar que a gente não tinha dinheiro pra pagar. A gente paga amanhã. A gente dá um jeito. E depois se embriaga de novo. E depois de uma conta paga, arrumamos uma grana e pagamos o próximo bar, e o próximo e o próximo. Só não podemos esquecer nunca daquele dia de chuva, da nossa música, daquele beijo, da confusão das mãos nervosas, do toque, da música que passou em seguida, do jogo de futebol, da distância, dos afagos. Não esqueçamos de nós conjugadas no pretérito subjuntivo e no presente do indicativo para que o futuro exista - na nossa vida- no modo imperativo.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Pedido versificado
Pode vir comigo, mas não me traga seus medos nem suas dúvidas
Me venha sem pudor, coberto só de amor
E me entrega sua paz.
Abraça meus defeitos, tira meus anseios
Me tome por inteiro, mas tome devagar.
Pega em minha mão e arrasta pra longe toda a minha saudade
Minha falta de felicidade
E agora que você tá aqui perto
Promete nunca mais me esquecer
Não dê a mais ninguém o que por um instante foi só nosso
Porque você sabe, amor, que eu sou assim:
Criança mimada que quando ama não se conforma em não ter.
Me venha sem pudor, coberto só de amor
E me entrega sua paz.
Abraça meus defeitos, tira meus anseios
Me tome por inteiro, mas tome devagar.
Pega em minha mão e arrasta pra longe toda a minha saudade
Minha falta de felicidade
E agora que você tá aqui perto
Promete nunca mais me esquecer
Não dê a mais ninguém o que por um instante foi só nosso
Porque você sabe, amor, que eu sou assim:
Criança mimada que quando ama não se conforma em não ter.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Coração insone
É no silêncio do meu sono que eu vejo a gente brigando, arranhando, engalfinhando, terminando, voltando, amando, e todos os gerúndios que cabem à nossa história. Quando calo as palavras, as lembranças - antigas e recentes - gritam que é com você que eu quero brigar pelo resto - da vida, do tempo, de amor, de beijos e de abraços, enfim - o resto que nos servir. Quando repouso a mente em pensamentos banais, a saudade corta pelas artérias e se debruça em mim como eu gostaria de me debruçar em você naquele instante. Você é minha constante surpresa, a visita predileta, os choros mais doídos, a história mal contada. E eu não canso. Logo eu que sempre me dispunha a romances passageiros, vejo-me atrelada aos nossos anseios de felicidade conjunta pelo máximo de instantes que a vida permitir. Nunca fui de acreditar em destino, mas por alguma razão você estava ao meu lado aquele dia e por magia, macumba, ou simples embriaguez eu me deixei, excepcionalmente, ser levada pelos sentidos. BUM! Nem o autor dessa brincadeira imaginaria que veríamos tanta graça assim no que era, a princípio, de mau gosto. É quando o corpo dorme que minh'alma encontra a tua e num ritmo só nosso, à altura das estrelas, de mãos dadas, dançamos em sonho a música que quando despertas faz tudo ficar bem, tudo certo.
Assinar:
Postagens (Atom)