Você só leva da vida o que ela te traz. Independentemente do modo temporal, ela é sempre recíproca. Não tem tempo melhor pra consertar o que foi feito do que o hoje. Sinta-se seguro quando alguém disser que se importa, porque a gente sabe que não dura pra sempre. Esteja sempre presente, é dele que vivemos. O resto é suposição. Não sei quanto vou viver ou para que sirvo, mas aprendi que o amor é maior, bem maior, do que tudo que podemos ser e fazer. Quero poder descansar com aquela sensação de dever cumprido, ter feito ecoar nos ouvidos de quem atravessou meu caminho algo que valha a pena, pois não somos descartáveis. A matéria esvai-se, o sentimento não cai por terra. Sou de alma e de mundo. Carrego nos lábios, nas mãos e no peito a angústia e o louvor de tentar espalhar bem. E quero isso, e quero mais e quero muito e quero sempre! Serei infinda enquanto eu quiser ser alguém, porque a busca por si e pelos outros é o que faz o mundo transladar. Eu tô aberta pra sentir a vida sem pensar nos inúmeros socos no estômago que a definem.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Epifania
Você só leva da vida o que ela te traz. Independentemente do modo temporal, ela é sempre recíproca. Não tem tempo melhor pra consertar o que foi feito do que o hoje. Sinta-se seguro quando alguém disser que se importa, porque a gente sabe que não dura pra sempre. Esteja sempre presente, é dele que vivemos. O resto é suposição. Não sei quanto vou viver ou para que sirvo, mas aprendi que o amor é maior, bem maior, do que tudo que podemos ser e fazer. Quero poder descansar com aquela sensação de dever cumprido, ter feito ecoar nos ouvidos de quem atravessou meu caminho algo que valha a pena, pois não somos descartáveis. A matéria esvai-se, o sentimento não cai por terra. Sou de alma e de mundo. Carrego nos lábios, nas mãos e no peito a angústia e o louvor de tentar espalhar bem. E quero isso, e quero mais e quero muito e quero sempre! Serei infinda enquanto eu quiser ser alguém, porque a busca por si e pelos outros é o que faz o mundo transladar. Eu tô aberta pra sentir a vida sem pensar nos inúmeros socos no estômago que a definem.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Pra você saber o que eu escrevi ontem
Conheci gente nova, extravasei, extrapolei limites como a boa cafajeste que vinha sendo. Bebi pra chorar, anestesiar, senti o prazer da liberdade em outras bocas na tentativa de esquecer. Não adiantou. Tudo o que o gosto amargo de vodca, cigarro e rancor fizeram foi me levar de volta pro seu abraço. Alguém me disse pra eu nunca me anular por outra pessoa e foi o que eu fiz. Vim ser feliz, coisa que outrora eu achava que não sabia lidar, até perceber que ser feliz é fazer o que se quer sem pensar em terceiros, sem medo de errar. Mesmo que mais uma vez.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
De tragos, contradições e dores
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Breathe
Nunca quis amor tranquilo, maciez, quietude. Sou de gêmeos: do ar, liberta, instável. Quero perder o juízo, deixar os pés dançarem conforme as batidas do coração, as mãos passearem pelo corpo à medida que o corpo arrepia durante o toque. Mas sou segura: não ultrapasso sinais nem atropelo sentimentos. Gosto de amores lentos, que se decifram aos poucos, que não perdem segundos e se espalham pelo corpo inebriando a alma. Era da gente ali, sem casa, rumo e certeza e com uma simplicidade imensa no peito, que eu precisava. Morremos ao passo que nos deixamos esquecer como era quase impossível andar de mãos dadas e dormir de conchinha, embora desejemos isso pra sempre. Fomos furacão, colo, abraço, sorriso e lágrimas. Fomos idas, vindas, barreiras e pedágios. Fomos casa, carro, cozinha e coração. Fomos vida e amor, carinho e desafeto. Fomos tudo, menos nós mesmas quando mais precisávamos. A gente perdeu o fôlego e acabou se enforcando.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Nó do desejo
Eu sonhava em ter essa rotina de faculdade, mil trabalhos, ter que trabalhar, sair com os amigos e fim. Não quero mais. Quer dizer, eu quero, mas não quero só isso. Eu quero conhecer tudo e todos, e esse é meu grande defeito. Não me conformo em ter apenas porcentagens de algo, quero tudo de uma vez e quero intenso, e quero já. Ao mesmo tempo a parte do juízo grita por planos, foco, estabilidade, conversinha de mulher moderna blablabla. Eu não tenho um sonho, tenho vários, cuja maioria não fazem parte do mesmo contexto. Quero minha vida articulada em zil parágrafos, catalogada em histórias de vários tipos. Odeio a idéia de me fazer limitada, e as linhas me ajudam com isso. Esses dias, tendo um dos meus dias limitados em um barzinho, vi um grupo de músicos paraguaios e argentinos que estavam fazendo um mochilão pela América Latina, e aquilo fez a minha ficha cair. Queria ser um deles, sair por aí levando nas costas a mochila, no coração aquele aperto gostoso e nas veias muito sangue fervendo. Tô ligada a 220v sem agir, sem saber por onde começar, porque eu sempre quero começar algo, mas nunca sei como fazê-lo. Coragem, cadê você? Preciso mais do que amor e angústia pra fazer o peito reagir aos estímulos do mundo. Quero vento no rosto enquanto pego a estrada pra qualquer lugar que nunca fui, quero fazer tatuagem com um hippie no meio do caminho e depois me embebedar com estranhos como se eles fossem meus amigos de infância, sei lá, qualquer coisa pra esse nó na garganta desfazer, qualquer coisa que me dissesse que sou dona de mim, que devo, que posso, que vou. Acabei presa nos meus planos antigos sem levar em conta a mudança que tive. Viajar, estudar, amar, transar num lugar bem louco, conhecer pessoas fora dos meus lugares comuns, dormir na praia depois de um porre daqueles, acordar beijada pelo sol depois de ter me coberto de vida. VIDA, não os hábitos que tenho agora. VIDA, não o que as pessoas acham conveniente e seguro. VIDA, sem direção, rumo ao que eu sempre quis.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A primeira prece
domingo, 24 de julho de 2011
You know I'm no good,
Ela avisou. E conseguiu morrer de amor sem nenhum romantismo Shakeasperiano. Apenas o fundo do poço exalando o ar entorpecente de um coração magoado regido por uma mente frágil, leviana. Não há como mandar pra "rehab" os impulsos de um pulso enfraquecido por decepções e falsa piedade. O que sobrou virou música, versos apelativos em voz marcante. Hora do show. Garganta aquecida com embriaguez, passos em falso sucedidos por quedas, as quais não conseguiu se reerguer. Mas não dá pra negar que aquela menina disfarçada de pin up tenha sido solidária: compartilhou toda dor com milhões de corações fatigados, quebradiços, cuspiu palavras na boca da gente e deu coragem pra que gritássemos a raiva e indignação porque "love is a losing game". "Tears dry on their own". É, eu também chorei. E agora todos sentem a perda de quem se perdeu assim que decidiu "go back to black".
Ladies and gentlemen, Miss Amy Winehouse.
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